I will never decide it

“Sejamos, então, a dor que somos. Sintamos, então, o peso que temos”.

“Não é que devamos abrir mão de nossas rotinas (a não ser que esse seja nosso inato anseio, mas para muitos isso seria um tiro no pé dado por uma ilusão inocente de libertação). Há um tempo dentro do tempo e nesse novo tempo poderemos controlar não os pensamentos e as faltas que estão sempre a nossa frente nos guiando e servindo de parâmetro, mas os ponteiros dos relógios que nos aprisionam em uma passagem demarcada de vida. Poderemos caber em nosso próprio tempo. Caber no que é nosso por graça. E dar novo nome à falta, ao peso e à dor que, apesar de não terem cabimento, serão chamados de amor”.

“O Drama em Júpiter”, Joana Paula

28 September 2011